O problema
A jardinagem urbana é uma das estratégias de adaptação climática mais acessíveis, mas no Brasil há poucos aplicativos que apoiam pessoas comuns no plantio e na manutenção de jardins. A principal barreira é a falta de conhecimento técnico acessível sobre espécies, épocas de plantio e manutenção.
O que o projeto propôs
Uma plataforma para ajudar as pessoas a projetar e planejar jardins, com banco de plantas e fichas técnicas, calendário de plantio, integração de clima, identificação de plantas por IA e uma comunidade para trocar conhecimento. Projeto individual: a definição do problema, o design do produto e a implementação foram todos meus, sem cliente externo ou equipe.
Processo de design
A pesquisa partiu de relatórios do IPCC e de literatura sobre jardinagem urbana, e de um mapeamento de mercado: os aplicativos existentes eram voltados a mercados internacionais, tecnicamente complexos ou não pensados para jardineiros urbanos de pequena escala. Três perfis de usuário guiaram o produto: Jardineiro, Administrador e Gestor de Comunidade. Deles saíram 22 casos de uso, 26 requisitos funcionais e 11 não funcionais, e a interface foi desenhada no Figma como protótipo navegável de alta fidelidade.
Processo de engenharia
Modelo de domínio, banco relacional em MySQL com TypeORM e plano de testes precederam o código: backend em Node.js com Express e frontend em Vue.js com TypeScript, publicado em uma plataforma serverless. Ao final, o modelo relacional estava implementado, uma ficha técnica completa de planta foi criada e o cronômetro de datas de plantio funcionava. A busca completa ficou parcialmente incompleta, por limites de escopo e de prazo.
O que eu faria diferente
Design e engenharia como um fluxo só. Desenhei funcionalidades como fluxos de UX sem considerar as implicações de arquitetura. Hoje prototiparia no Figma e validaria a viabilidade técnica ao mesmo tempo.
Escopo menor. Vinte e seis requisitos, três perfis, cinco integrações externas e três bancos em paralelo eram demais para um projeto solo, e geraram mais paralisia de decisão do que ambição. Um MVP menor teria dado um produto mais completo e estável.
A engenharia mudou o meu design. Penso em modelos de dados quando desenho componentes, em formatos de resposta de API quando projeto estados de carregamento e em restrições do banco antes de fechar um fluxo. Essa perspectiva integrada é o que o projeto ensinou de mais duradouro.